25/02/2018 - Tecnologia

O IMPACTO POSITIVO DA TECNOLOGIA NAS PROFISSÕES DO FUTURO

Quem visita Helsinque, a capital da Finlândia, se depara com uma cena cada vez mais comum nas ruas das grandes cidades: uma frota de ônibus que se locomovem sem motorista. Equipados com sensores e infravermelho para identificar e desviar de obstáculos como carros, pedestres e ciclistas, os veículos têm capacidade para até 12 passageiros (além de um operador de prontidão em caso de qualquer emergência), viajam a uma velocidade de 11 km/h, percorrem uma rota de 500 metros no bairro de Hernesaari e são chamados de RoboBus. Helsinque é apenas uma das diversas metrópoles em todo o mundo que estão testando como os veículos autônomos vão melhorar o transporte público, em um futuro próximo. “Os ônibus são uma solução para levar aqueles passageiros que desembarcam em uma grande estação de metrô do bairro e precisam caminhar até chegar em casa”, disse Harri Santamala, diretor da Metropolia, empresa responsável pelo projeto. “O objetivo é aumentar o número de pessoas que utilizam o transporte público e reduzir a quantidade de carros que circulam pela cidade", acrescentou o diretor.

Nos próximos anos, os robôs realizarão diferentes tarefas em todas os setores da infraestrutura de transportes. O Aeroporto Internacional de Mineápolis, nos Estados Unidos, começou a usar, em setembro, um novo sistema de segurança para a checagem de bagagens de mão. Assim como acontece hoje, os passageiros precisam colocar bolsas, malas e todos os objetos pessoais em uma bandeja que passa por uma máquina de raios X. A diferença é que, caso encontre alguma coisa suspeita, o equipamento desvia a bandeja para outra área, onde os itens passam por uma revista mais detalhada. Se tudo estiver bem, a bagagem é liberada e volta para o início da fila. Tudo automaticamente. As bandejas são equipadas com sensores para serem rastreadas o tempo todo pelos agentes de segurança. O projeto visa diminuir os riscos e o tempo que os 12 milhões de passageiros perdem nas filas de segurança do aeroporto. “Novas tecnologias são importantes para atender o aumento da demanda por viagens”, afirmou Brian Ryks, CEO da Comissão Metropolitana de Aeroportos de Mineápolis.

 

 

Não é apenas no exterior que os robôs começam a substituir pessoas para realizar algumas tarefas. No final do ano passado, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em Minas Gerais instalou uma série de totens em que os passageiros conseguem fazer o check-in de qualquer companhia aérea, economizando tempo. Além da comodidade, o sistema agiliza a entrada dos passageiros para a área de portões de embarque, diminuindo as filas. Nos bastidores, a empresa instalou um sistema de gestão aeroportuário que ajuda na programação de voos, planejamento da melhor distribuição das aeronaves nos portões de embarque e programação das empresas que fazem manuseio, abastecimento de combustível, limpeza de aeronave, etc.
Outro case importante, líder em inovação, é a Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo. O movimento dos carros é controlado por um sistema “driverless”, ou seja, sem condutor. Ele é operado remotamente, do Centro de Controle Operacional (CCO), acompanhado por painéis eletrônicos. É um sistema que mantém a velocidade do veículo dentro dos limites permitidos, garantindo mais segurança, além de demais funções vitais para o bom funcionamento da linha, que foi inaugurada em 2010 e é a única do gênero na América Latina.

Os trens sem condutores, o leitor automático de cartão de embarque, o sistema de segurança do aeroporto de Mineápolis e os ônibus autônomos de Helsinque ajudarão a melhorar o fluxo de passageiros dos aeroportos e as condições de segurança e transporte das cidades. Mas elas também trazem dúvidas e incertezas, principalmente para quem trabalha na indústria. A principal delas é: até que ponto os robôs vão acabar com os empregos? Para responder a essa pergunta, é preciso entender a longa relação entre inovação e emprego. No início do século 20, as carruagens a cavalo foram substituídas por carros, colocando um ponto final no negócio de transporte equino e dando início a outra atividade, a de taxistas. Mais recentemente, estes começaram a ser substituídos por motoristas de Uber, que oferecem um serviço mais barato. Em um futuro não muito distante, porém, estes também deve sofrer, agora com a popularização dos carros autônomos. Essa história serve para ilustrar como desde a Revolução Industrial os empregos vêm sendo afetados pelo avanço tecnológico – e, portanto, continuarão a ser transformados por ele nos próximos anos.

 

Engenheiro civil: Os investimentos na infraestrutura devem continuar, o que torna os engenheiros civis profissionais de destaque também nos próximos 10 ou 15 anos. A infraestrutura é o que torna o país mais competitivo e promove o crescimento econômico.

 Engenheiro ambiental: A questão da preocupação com o impacto no meio ambiente, tanto no setor da construção civil como no setor industrial,  faz com que sejam necessários profissionais com conhecimento na área ambiental. Sustentabilidade e meio ambiente são mandatários, não há dúvida que é tendência até por uma questão de racionalização de custos, que está dentro do tema sustentabilidade.

 Gestor de operações e logística: Investimentos em rodovias, portos, aeroportos puxam a demanda por profissionais da área de logística. Com o avanço tecnológico, as operações tornam-se mais complexas, exigindo habilidades específicas e diferentes para cada um dos setores.

 Arquiteto digital: A evolução da tecnologia tem permitido que várias profissões redefinam suas formas de atuação. Virtualização, Tridimensionalidade e Tempo Real influenciam a forma como as infraestruturas vão ser projetadas.

 Controlador de nuvens: Mapeia e antecipa as alterações atmosféricas decidindo em áreas como aviação ou agricultura a melhor estratégia para ajustar a realidade empresarial à do clima.

 Engenheiro de exoesqueletos de propulsão: A propulsão associada à mobilidade reinventa os transportes, a medicina e as profissões de risco. A adoção de tecnologia vestível com foco na propulsão vai requerer um grupo de profissionais especialistas nessas áreas.

 Empreendedor local: O Think Global Act local ganha cada vez mais força com empresários priorizando projetos e empreendimentos ajustados à realidade local, deixando a visão global para segundo plano.

 Consultor de simplificação: Com um nível cada vez mais elevado de complexidade dos negócios, mercados e clientes, soluções de sucesso buscam uma maior simplificação, que será um dos alvos mais valorizados pelas empresas no redesenho de suas estruturas, processos e formas de pensar. Aqui o Design Thinking e o pensamento disruptivo estão já assumindo espaços importantes nas organizações.

 Especialista em crowdfunding: Alguém que entenda como promover e obter fundos para um projeto através de financiamento público.

Gestor de ecorrelações: Sustentabilidade é a palavra de ordem para o profissional de ecorrelações, boa oportunidade de trabalho para quem reúne conhecimento técnico ambiental (engenharia ambiental), de legislação do tema (direito ambiental) e expertise em comunicação. 

Fonte: Estudo: “As 50 Profissões do Futuro" realizado por Inova Consulting, FIA, Michael Page, Sparks & Honey, Talenses e Revista Exame.

Fonte: Estudo Deloitte: “The Future of Employment: How susceptible are jobs to computerization?”